A INFLUÊNCIA DA ORIGEM DO CONTROLE ACIONÁRIO NO NÍVEL DE SOCIAL DISCLOSURE EM EMPRESAS BRASILEIRAS
DOI: 10.5773/rgsa.v7i2.577

Rodrigo de Souza Gonçalves, Alisson Pereira Rodrigues, Claudio Moreira Santana, Andrea de Oliveira Gonçalves

Resumo


A entrada de recursos estrangeiros e o desenvolvimento do mercado de capitais no Brasil, a partir das décadas de 1990 e 2000, impulsionaram o aumento do número de empresas com controle acionário estrangeiro. Tais mudanças estimularam a busca por melhores práticas de evidenciação contábil, dentre elas a divulgação de ações sociais, isto é, o social disclosure. O objetivo deste artigo é analisar se a origem do controle acionário é fator de influência no nível de social disclosure. Para tanto, foram avaliados os níveis de social disclosure, nos anos de 2009 e 2010, das empresas brasileiras com controle acionário estrangeiro. Para fins de análise, as empresas foram agrupadas em shareholder ou stakeholder, de acordo com La Porta et al. (1998) considerando a sede o país controlador. Os resultados encontrados apontam que não há diferenças relevantes e estatisticamente significantes entre os níveis de social disclosure encontrados nos dois grupos. Observou-se também que, empresas cujo país controlador foi classificado como shareholder, tiveram ligeiramente um melhor disclosure nos anos analisados, em especial o ano de 2009. Além disso, há para as empresas analisadas um espaço para melhorias na qualidade desse tipo de informação, sobretudo, aquelas concernentes à realização de ações futuras dos programas sociais. Desse modo, conclui-se que a origem do país controlador não é fator de influência no nível de social disclosure, uma vez que não foram encontradas diferenças significativas entre os dois grupos analisados.

Palavras-chave


Controle Acionário; Nível de Social Disclosure; Programas Sociais.

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DOI: https://doi.org/10.24857/rgsa.v7i2.577

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Revista de Gestão Social e Ambiental ISSN: 1981-982X