EM BUSCA DA COOPERAÇÃO NA GESTÃO SOCIAL: EVIDÊNCIAS DE UMA CATEGORIA POSTA À COORDENAÇÃO DE LÓGICAS E ESPAÇOS HÍBRIDOS
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Palavras-chave

Cooperação
Hibridismo
Tensões
Terceiro Setor
Interdisciplinaridade

Como Citar

Alcântara, V. de C., Souza Cabral, E. H. de, Muzy, P. de T., & Oliveira, L. C. de. (2018). EM BUSCA DA COOPERAÇÃO NA GESTÃO SOCIAL: EVIDÊNCIAS DE UMA CATEGORIA POSTA À COORDENAÇÃO DE LÓGICAS E ESPAÇOS HÍBRIDOS. Revista De Gestão Social E Ambiental, 12(1), 38–55. https://doi.org/10.24857/rgsa.v12i1.1398

Resumo

O objetivo deste ensaio é comunicar como a “cooperação” se estabelece como uma categoria teórico-empírica necessária à coordenação de lógicas e espaços híbridos no campo de práticas e teorias da gestão social. Desenvolvemos três argumentos: (a) Na perspectiva da gestão social a cooperação é uma categoria importante para a coordenação de espaços e lógicas híbridas; (b) Um campo científico e social marcado pelo hibridismo demanda normativamente o elemento da cooperação nas suas interrelações; e, (c) A cooperação é essencial em três momentos que se articulam: (1) entre os acadêmicos e os saberes híbridos tendo em vista o desenvolvimento de um campo científico que valora a cooperação, (2) entre os praticantes dada a ênfase da gestão social enquanto prática gerencial e (3) entre acadêmicos e praticantes. A “cooperação” se estabelece como uma categoria teórico-empírica e pode ser considerada como um mecanismo de coordenação entre as lógicas que se apresentam no espaço híbrido, no qual atuam as organizações do terceiro setor e no campo da interdisciplinar gestão social – que também se constitui híbrido pelas suas raízes práticas e evidências empíricas. Foi mostrado ainda que o hibridismo não é elemento que desfigure a “identidade” do gestor social, mas, pelo contrário, que o molda e o torna capaz de coordenar no espaço intermediário as diferentes lógicas e suas tensões. A própria ideia de cooperação gera tensões, sendo preciso reconhecer que a noção que defendemos não é “purificada” ou “idealizada”, devendo estar sempre aberta a discussão e experimentação empírica dos valores–fatos a ela relacionados.
https://doi.org/10.24857/rgsa.v12i1.1398
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